quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ética e Estética

Alguns cursos, como Artes e Publicidade costumam ter uma disciplina que associa e discute a questão de ética e estética, mas a pergunta que fica é seguinte: como é possível ligar dois conceitos tão diferentes?
No dicionário de Silveira Bueno encontramos as seguintes definições: estética: Filosofia das Belas Artes, ciência que trata do belo; conjunto de serviços tratamentos e produtos para cuidar da aparência: cosmética. Ética: parte da Filosofia que discute os deveres do homem para com Deus e sociedade: doentologia, ciência da moral, conjunto de regras que orientam a conduta em uma atividade profissional.
Creio que tais definições sevem para pensarmos as maneiras de como as pessoas pensam as questões do aspecto físico nos dias atuais.
Cada dia que passa homens e mulheres se conectam como mais força às questões de beleza física, podemos ver academias de ginástica lotadas, como verdadeiras linhas de produção de corpos perfeitos. Nos dias atuais são realizadas cirurgias que antes só imaginávamos sendo feitas pelo cientista maluco do Pica-Pau, tamanha estranheza que tais intervenções me causam. Fio de ouro? Métodos Russos? Botox, que parece que a vítima foi picada por uma cascavel.
Enfim, não há limites para ficar bonitos, é nesse ponto que queria chegar, onde não há limites para a ciência, então entram as perguntas éticas: será que um cirurgião plástico que fez o juramento hipocrático deve operar alguém que não necessita de intervenção? Acho que a questão mais importante é ainda mais básica; será que a busca por impressionar os outros com atributos físicos não é um tanto vago? Em meio a tantas maneiras de se destacar onde fica o respeito pelo próprio corpo?
Penso particularmente que quando a busca é por conhecimento, é muito mais duradouro, pois a pele ficará flácida, os cabelos brancos e os ossos fracos, mas o conhecimento apenas será aprimorado com o tempo. Velhos e feios todos seremos mas a pergunta é: que tipo de velho você vai querer ser?