quinta-feira, 22 de novembro de 2018

BOLSONARO 'VITIMIZADO' SERÁ A TÔNICA DO NOVO GOVERNO



Vem aí uma série de factoides e de situações fraudulentas que servirão para manter Bolsonaro numa eterna posição de vítima.
Aguardem. Vocês cansarão de ler sobre "ameaças a Bolsonaro". Falsas tentativas de atentado, vazamentos de conversas fictícias, declarações indignadas de generais e tudo o que se puder imaginar em termos de ‘produção da vitimização’.
A imprensa tradicional vai aceitar tudo e vai repercutir tudo, super bem comportada e acuada.
Política Federal grotescamente aparelhada, Ministério da Justiça monumentalmente aparelhado e 'inteligência' militar furiosamente aparelhada. Nunca foi tão fácil criar realidades paralelas.
Blindar a figura de Bolsonaro diante da previsível rejeição popular que tomará conta do país em função do aumento acelerado da pobreza, da violência e do extermínio do patrimônio, portanto, vai ser mais fácil que tomar doce de criança.
O grupo de Bolsonaro já anteviu esse processo (de erosão da popularidade) e já se precaveu. Aliás, super fácil se concentrar na estratégia de comunicação fraudulenta – já que ninguém tem que perder tempo governando mesmo.
Seremos governados por fakenews até 31 de dezembro de 2022. Será uma overdose. Será o sustentáculo do governo – e isso vai enlouquecer muita gente.
O que fazer? É exatamente isso que estou me perguntando neste momento. 

Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

BOLSONARO TERÁ SUPERSALÁRIO DE R$ 60 MIL, MAS DEFENDE CORTE DE 50% PARA SERVIDORES PÚBLICOS



O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) terá um supersalário de R$ 60.236,15 a partir do ano que vem, embora ele defenda redução em até 50% nos salários dos demais mortais servidores públicos.
“O presidente que declarou que os brasileiros terão que escolher entre direitos ou emprego vai acumular dois super-salários e não abrirá mão de nenhuma regalia. O discurso de enxugar a máquina passa apenas pelos direitos dos mais pobres”, disparou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
De acordo com o senador petista, a cifra ultrapassa R$ 60 mil porque, a partir de janeiro, Bolsonaro estará apto a se aposentar pelo antigo Instituto de Previdência dos Congressistas (ICP) e poderá receber da Câmara R$ 29.301,41 mais o salário de presidente de R$ 30.934,70.
A aposentadoria não conta para fins de cálculo do teto constitucional, que proíbe vencimentos acima dos R$ 39,3 mil dos ministros do STF.
“Jair Bolsonaro emulou na eleição o discurso de Fernando Collor contra os marajás, mas o contracheque dele será um dos mais gordos da Esplanada: R$ 60.236,15”, denunciou o jornalista Lauro Jardim, colunista n’O Globo.

Fonte: Brasil 247