domingo, 3 de maio de 2015

Felicidade



"Felicidade não é o destino final, mas a apreciação da viagem."

Esta frase não nos soa estranho não é mesmo? O grande desejo da humanidade de forma geral é a busca da felicidade, podemos até achar que queremos dinheiro, saúde,  uma companhia, mas enfim todas estas conquistas ou fatos da vida só são muito importantes porque julgamos que elas nos trarão felicidade.

Mas o que é felicidade? Um estado de espírito.? Um momento apenas? Às vezes não somos mais felizes porque nós mesmos bloqueamos nossa felicidade por estarmos numa busca constante deste sentimento, achamos que seremos eternamente felizes como nos contos de fadas, sabe..."e foram felizes para sempre" as crianças escutam estas histórias e esperam que sejam felizes para sempre e começam uma empreitada em busca de tal sentimento, e muitas vezes também em busca do príncipe encantado ou do pote de ouro no final do arco íris, estamos acostumados a almejar coisas que na realidade não existem, ninguém por melhor que seja é feliz todo o tempo , temos aqueles períodos de mau humor, de tédio muitas vezes, e isso é normal não quer dizer que a pessoa seja infeliz. 

Algumas pessoas às vezes falam que são infelizes porque não tem um namorado ou marido, e continuam... gostaria muito de conhecer alguém que fosse bonito, alto, forte, musculoso, inteligente, rico, que me adorasse, que fosse tudo de acordo com os sonhos dela, que nunca entrasse em desacordo, etc. Será que essa pessoa existe? Existe uma grande diferença entre o que imaginamos e a realidade, queremos muitas vezes transpor nossos sonhos para as outras pessoas, só que esquecemos que essas pessoas possuem seu próprios sonhos e que muitas vezes não coincidem com os nossos, e é justamente nesse ponto que o mundo se acaba, o nosso "castelinho" cai por terra e nos achamos o mais infeliz dos seres humanos.


Costumamos também dar muito mais importância aos fatos ruins, e menos aos bons, é como se acostumássemos bem mais rápido aos bons sentimentos do que ao contrario. A felicidade é bem democrática mas temos que aprender a sentir, buscar, compreender de forma subjetiva. Deveríamos aprender a "fórmula" da felicidade na infância, afinal nos ensinam que temos que estudar, que trabalhar, constituir uma família, que devemos ser educados, por que ninguém nos ensina como sermos mais felizes ? Acaba-se criando uma expectativa em relação a isso, então quando eu terminar os estudos serei feliz? Quando eu estiver trabalhando serei feliz? Quando  casar serei feliz? E a vida vai passando e onde está a tão esperada felicidade? Ficamos tão preocupados com os objetivos da vida, que não prestamos atenção a esses momentos de felicidade que muitas vezes passam despercebidos, acordar e contemplar o sol,  estar num lugar agradável com pessoas agradáveis, uma conversa de cinco minutos com uma pessoa, pode ser até ver uma árvore ou uma plantinha, qualquer momento que possa parecer "bobo" pode trazer felicidade. O ideal seria não esperar alcançar objetivos para ser feliz, objetivos sempre teremos, quando alcançarmos um, arrumaremos outro, um ciclo eterno de uma busca infundada a um sentimento que está na nossa frente mas que muitas vezes não o percebemos.

sábado, 5 de julho de 2014

Empatia



As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

Nada impede?

Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. 

Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer. 

Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido. 

E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado. 

É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. 

Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.